|

"Deixem
a verdade ser dita, mesmo que os céus caiam!"
CRISE
CIVILIZATÓRIA, MUDANÇA DE PARADIGMA CULTURAL E PROJETO NACIONAL
Geraldo
Luís Lino
(Palestra
proferida no painel Brasil Soberano e a Expressão Psicossocial, na
ADESG-RJ, em 31/07/2000)
Para mim, é um privilégio
poder dirigir-me a uma platéia tão seleta, para trocar idéias sobre um
tema de tanta relevância para o nosso futuro como cidadãos de um Estado
nacional republicano, que pretendemos ver reconstruído e consolidado, a
despeito das abrumadoras perspectivas apontadas pela realidade presente.
Por isso, agradeço a direção da ADESG-RJ, nas pessoas do prof. Marcos
Coimbra e do almirante Sergio Tasso de Aquino, pela oportunidade, que
espero ser proveitosa para todos.
A crise brasileira, nos diversos aspectos que têm sido discutidos neste
fórum, não pode ser dissociada da crise civilizatória que, hoje, assola
todo o mundo, em especial no que se refere à mudança de paradigma
cultural responsável por ela, que nos remete ao tema do painel de hoje.
Creio que poucos questionarão a percepção de estarmos envolvidos numa
profunda crise da Civilização, uma crise marcada por um processo que
podemos qualificar como a "desumanização da Humanidade", com a
retirada do ser humano do centro do processo de organização da sociedade
e da economia, em favor de entidades abstratas como o "mercado"
ou o "meio ambiente", artificialmente dotadas de direito
próprio. Para ilustrar essa "desumanização", vejamos alguns
exemplos pinçados de manchetes recentes da imprensa brasileira.
N’O Globo de 24 de junho, podemos ler: "Lavrador é preso por
raspar casca de árvore." A notícia se refere à prisão de um
lavrador goiano de 55 anos, analfabeto, que foi mantido encarcerado por
sete dias pelo terrível e inafiançável crime de ter sido apanhado em
flagrante raspando a casca de uma árvore conhecida como almesca, dentro
de uma área de preservação ambiental, para fazer um chá para sua
mulher, que tem a Doença de Chagas. Aqui, temos uma demonstração do
conceito do biocentrismo, tão caro aos radicais do ambientalismo, que
pretende rebaixar o ser humano e seus direitos inalienáveis ao progresso
e ao bem-estar, derivados de sua condição de constituído à imagem e
semelhança do Criador, ao nível dos demais seres vivos. Lamentavelmente,
tal distorção, que está no cerne do movimento ambientalista, está
fortalecendo a sua posição nas políticas públicas e nas relações
internacionais.
No Jornal do Brasil de 21 de maio, temos esta manchete: "Dinheiro
vale mais que bom caráter." Trata-se de uma pesquisa feita entre
alunos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro,
sobre os valores mais prezados por eles. Entre cerca de 1.000 estudantes
que responderam à pesquisa, o dinheiro foi o item mais votado, com quase
400 votos, mais do dobro do segundo colocado, o emprego, e quatro vezes
mais que o amor, com apenas 95 votos. O altruísmo recebeu apenas três
votos e o patriotismo, apenas um. Os valores materiais em geral receberam
quase quatro vezes mais votos que os valores morais. Sendo a PUC-RJ um dos
principais centros de formação das elites brasileiras, por aí podemos
avaliar o estado de espírito dos nossos futuros líderes.
Mas, a que para mim é a mais emblemática dos nossos tempos é esta
manchete da Folha de S. Paulo de 3 de junho: "Mercados comemoram alta
do desemprego" - que se refere ao anúncio que o aumento da taxa de
desemprego nos EUA implicaria numa retração ainda maior da economia
estadunidense. Com isto, a taxa de inflação se manteria baixa e a
Reserva Federal (o banco central privado dos EUA) não precisaria aumentar
a sua taxa de juros, prejudicando o consumo e novos investimentos. A
retórica do "economês" não esconde a evidência de estarmos
diante de uma total inversão do processo econômico, no qual o ser humano
e o seu bem-estar e progresso passam a subordinar-se aos caprichos do
sistema financeiro, e não o oposto. Afinal, etimologicamente, economia
significa "organização da casa" - casa de quem? Evidentemente,
do homem.
Outro exemplo igualmente chocante é o relatório sobre "Desastres
Mundiais de 1999", recentemente divulgado pela Federação
Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, o
qual afirma que a grande maioria das 13 milhões de mortes decorrentes de
doenças infecciosas, ocorridas no ano passado, poderiam ter sido evitadas
com um investimento de apenas cinco dólares per capita. Ou seja, estamos
falando de 65 milhões de dólares, quantia irrisória diante dos dois ou
três trilhões de dólares que circulam diariamente nos mercados
financeiros especulativos, ou uma reles gorjeta de qualquer um dos
múltiplos escândalos financeiros em que o nosso Brasil tem sido
pródigo.
Diante dessas e numerosas outras evidências, com as quais deparamos no
nosso cotidiano, dificilmente os historiadores do futuro escaparão à
conclusão de que o final do século XX foi marcado por uma das maiores
crises da História da Humanidade, uma crise que ameaça mergulhar-nos
numa nova idade de trevas, que poderá fazer empalidecer a de meados do
século XIV, que resultou na Peste Negra e na eliminação de mais de um
terço da população da Europa. A diferença é que, naquela época, a
Humanidade não dispunha de conhecimento e meios para, por exemplo, deter
uma epidemia de peste bubônica como a da Peste Negra. Hoje, ao
contrário, pela primeira vez na História, temos condições materiais de
solucionar praticamente todos os grandes problemas que têm acompanhado a
Humanidade em sua evolução - a fome, as doenças epidêmicas, a pobreza
e a miséria. O próprio Banco Mundial, no seu relatório de 1998 sobre o
desenvolvimento mundial, admite que com investimentos anuais da ordem de
100 bilhões de dólares, seria possível erradicar a pobreza e a miséria
de todo o planeta. Ora, apenas o Brasil irá gastar este ano dois terços
desta quantia com o serviço de sua dívida interna e externa - quer
dizer, em lugar de combater a pobreza, aplacamos o apetite voraz da usura
financeira.
Existem também estudos sérios indicando que em menos de uma geração,
seria possível proporcionar a cada habitante do planeta, em uma
população maior que a atual - que é da ordem de seis bilhões de
pessoas -, um padrão de vida pelo menos igual ao de um cidadão
estadunidense de meados da década de 60 - que era bem superior ao atual.
Se isto não ocorre, não é pela escassez de recursos naturais, humanos
ou financeiros, ou por causa da "fragilidade" do meio ambiente,
mas da escassez de vontade política entre os poderes hegemônicos e as
classes dominantes na maioria dos países do planeta.
Ainda assim, essa perspectiva otimista era o sentimento que dominava as
classes educadas e grande parte das elites dirigentes no período do
pós-guerra. Este foi um período de grande otimismo, que alguns autores,
como a pesquisadora Carmem Soriano Puig, chamam a "revolução das
expectativas crescentes". Este otimismo não se baseava apenas em
fatores subjetivos, mas tinha um fundamento real: o período decorrido
aproximadamente entre 1950 e 1973 foi o de maior crescimento do PIB per
capita mundial em toda a História da Humanidade. Observando-se os dados
compilados pelo economista estadunidense Angus Maddison, atualmente na
Universidade de Gröningen, na Holanda, considerado uma das maiores
autoridades mundiais em estatísticas econômicas históricas, podemos ver
que a taxa média anual de crescimento mundial do PIB per capita nesse
período foi de 2,9%, mais do triplo dos 0,9% registrados entre 1913 e
1950 - que atravessou duas guerras mundiais e a depressão dos anos 30 - e
quase duas vezes e meia os 1,3% registrados desde 1973.
Este desempenho foi em grande parte proporcionado pelo bom funcionamento
do sistema monetário de Bretton Woods, estabelecido ao final da II Guerra
Mundial e que, apesar das suas imperfeições, propiciou uma base estável
de referência para a economia mundial, com taxas de câmbio fixas entre
as moedas dos diversos países, que eram fixadas em relação ao dólar
dos EUA, que, por sua vez, era fixado em relação ao ouro, o que dava um
"lastro" físico para as economias, ao contrário da
especulação desenfreada que ocorre hoje em dia. Adiante, veremos que o
desmantelamento desse sistema foi uma das causas principais da desordem
econômica que enfrentamos agora.
Juntamente com a recuperação econômica da reconstrução do
pós-guerra, havia entre a sociedade em geral o que se pode chamar um
grande "otimismo tecnológico", ensejado por conquistas da
ciência e da tecnologia, como a corrida espacial entre os EUA e a URSS,
as perspectivas de utilização pacífica da energia nuclear, a
"Revolução Verde" e as conquistas da medicina. Este foi
também o período influenciado pelas Décadas de Desenvolvimento das
Nações Unidas e pela promulgação da Doutrina Social da Igreja
Católica, cujo marco foi a encíclica Populorum Progressio.
Diante disso, é preciso perguntar: como tudo isso foi revertido? Como
regredimos de um crescimento recordista e de um quadro de otimismo para um
cenário de depressão, para um quadro geral de um grande pessimismo
cultural, em que as perspectivas de um futuro melhor se vêem
completamente ofuscadas pela desalentadora perspectiva da luta pela mera
sobrevivência, em meio a um cotidiano abrumador?
A resposta é: por meio de uma gigantesca operação de "engenharia
social", que os seus próprios planejadores chamam uma "mudança
de paradigma cultural", artificialmente induzida entre as classes
educadas da sociedade de quase todo o mundo a partir de meados da década
de 60.
Antes de falar nessa "mudança de paradigma cultural", quero
advertir-lhes que, quando tocamos neste assunto, muitas pessoas - algumas
desinformadas, outras céticas e outras mal-intencionadas - costumam
desqualificar as constatações dele resultantes como frutos de uma
crença numa "teoria conspiratória da História".
Bem, isto não é teoria, é a História se desenrolando diante de nós.
Embora os historiadores e pesquisadores acadêmicos costumem abordar o
assunto com a máxima reserva, com medo do patrulhamento e de parecerem
ridículos, o fato é que os grupos hegemônicos, as oligarquias, têm
manejado os fios condutores da sociedade desde tempos imemoriais, sem que
precisemos acreditar em balelas como a mítica conspiração
judaico-maçônica internacional. Mas vejamos um exemplo, referente ao
Brasil.
Observem essa declaração da Sra. Adele S. Simmons, presidenta da
Fundação MacArthur, que é a quinta maior fundação oligárquica dos
EUA. Como se sabe, cada grande família de "sangue azul" nos EUA
tem uma fundação, que serve não apenas para fins de evasão de impostos
(o banco Chase Manhattan não é da família Rockefeller, mas da
Fundação Rockefeller), mas também para finalidades de "engenharia
social", por intermédio do financiamento de organizações e
indivíduos, inclusive na academia, que desempenhem atividades relevantes
para os seus propósitos hegemônicos. Mas vejamos o que disse dona Adele
Simmons, numa entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja de 10 de
julho de 1995:
"Há vinte anos, quando a Fundação Ford decidiu investir em um
centro de estudos acadêmicos - o CEBRAP -, idealizado na época por um
sociólogo chamado Fernando Henrique Cardoso, a situação política
brasileira não era particularmente sólida. Foi feita uma aposta em um
grupo que, vinte anos atrás, parecia ter o perfil de uma futura
liderança. Deu certo."
Aqui, cabe perguntar: deu certo para quem? Pois vejamos agora o que disse
o nosso presidente numa entrevista à Folha de S. Paulo de 13 de outubro
de 1996:
"Indiscutivelmente, o regime está rearticulando o sistema produtivo
do Brasil. Portanto, ele está dando possibilidade a que os setores mais
avançados do capitalismo tenham prevalência... Nesse sentido, ele é
socialmente progressista... Não é das classes médias burocráticas, nem
das classes médias que ficaram desligadas desses dois processos - a
modernização produtiva e da universalização dos bens sociais. (Por
favor, não riam!) Não é dos corporativistas, não é do setor
burocrático anterior. Mas também não vou dizer que seja dos excluídos,
porque não tem condição de ser. Aspiraria a poder incorporar mais, mas
não posso dizer que seja."
Como vêem, o próprio presidente admite que seu Governo privilegia
"os setores mais avançados do capitalismo", que são exatamente
aqueles que dona Adelia Simmons representa. Aqui, é preciso dizer que
isso não significa que o nosso presidente receba diariamente um fax com
instruções sobre a maneira de privilegiar esses setores. A coisa é um
pouco mais sutil.
Talvez, todos já tenham ouvido falar de uma organização chamada
Diálogo Interamericano. O Diálogo foi fundado em 1982, depois da Guerra
das Malvinas, como um centro de planejamento estratégico e propaganda
política da oligarquia anglo-americana para o Hemisfério Ocidental. Ele
reúne cerca de 100 personalidades políticas, acadêmicas, da mídia e de
outros setores relevantes, de quase todos os países americanos, inclusive
do Brasil.
Eles se reúnem anualmente, para discutir uma agenda de "interesses
comuns" aos países do Hemisfério, que, posteriormente, não por
coincidência, se transformam em políticas de Governo nos países dos
membros do Diálogo. Entre outras: a política neoliberal de abertura
econômica desenfreada; a defesa da legalização do uso das drogas
entorpecentes; a politização dos problemas do meio ambiente; e a
desestabilização das Forças Armadas ibero-americanas, sob o pretexto da
sua subordinação ao poder civil.
Entre os membros do Diálogo, encontramos vários personagens que foram ou
são chefes de Estado ou candidatos a chefes de Estado. Entre eles,
destacamos: Raúl Alfonsín, da Argentina; Julio Sanguinetti, do Uruguai;
Gonzalo Sanchez de Lozada, da Bolívia; e o nosso Fernando Henrique
Cardoso.
Aliás, Fernando Henrique é membro fundador, levado ao Diálogo por Peter
Bell, que é diretor do grupo desde a fundação. Não por coincidência,
Peter Bell era o representante da Fundação Ford no Brasil quando a
Fundação financiou a criação do CEBRAP. Segundo o falecido professor
Florestan Fernandes, foram 700.000 dólares - o que, em 1969, era um
bocado de dinheiro.
Entre os membros brasileiros do Diálogo Interamericano, encontramos
outras figuras conhecidas, como o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que
está lá desde 1990, e o Sr. Ciro Gomes, que lá esteve entre 1994 e
1998.
Então, temos um quadro interessante no qual, nas últimas eleições
presidenciais brasileiras, os três candidatos mais votados eram membros
do Diálogo Interamericano. Ou seja, as oligarquias fizeram aqui um jogo
triplo, para garantir os seus interesses por todas as pontas. Como vêem,
assim caminha a Humanidade.
Vejamos agora como estão estruturados esses "candidatos a donos do
mundo". O filho do presidente dos EUA Franklin Roosevelt, Elliott
Roosevelt, que foi oficial da Força Aérea na II Guerra Mundial e
acompanhou o pai em quase todas as conferências internacionais de que ele
participou durante a guerra, escreveu um livro muito interessante, chamado
Como meu pai os via, que existe em português. Nele, ele chamava essa
gente de os "inimigos do progresso". É o que são: inimigos do
progresso humano, adeptos do oligarquismo, que é uma visão do mundo
intrinsecamente egoísta, contrária ao republicanismo dos Estados
nacionais soberanos.
Quem são eles? São um conglomerado de famílias oligárquicas da Europa
- principalmente do Reino Unido - e da América do Norte, reunido em torno
da liderança da Casa de Windsor, a família real britânica. Entre eles,
eles se autodenominam o "Clube das Ilhas", que é uma
denominação formal, que não se encontra na lista telefônica de
Londres. O nome é uma homenagem ao rei inglês Eduardo VII, filho da
rainha Vitória, que reinou entre 1901 e 1910 e em cujo reinado se
consolidou a articulação dos dois principais ramos dessa oligarquia
internacional, o britânico e o estadunidense.
Esses grupos oligárquicos atuam por meio de várias instituições de
planejamento estratégico e "engenharia social". Mais ou menos
hierarquicamente, temos as seguintes:
1) O Grupo Bilderberg, fundado em 1954, cujos encontros anuais reúnem a
nata da nata dessa oligarquia internacional - apenas representantes da
Europa e da América do Norte. Para que tenham uma idéia do seu poderio,
foi numa reunião do grupo, realizada na Suécia em maio de 1973, que foi
decidido o aumento de 300% nos preços internacionais do petróleo, cinco
meses antes da Guerra dos Seis Dias, que foi o pretexto oficial para o
aumento decretado pelos países membros da OPEP.
2) O Instituto Real de Assuntos Internacionais de Londres (RIIA) e sua
contraparte americana, o Conselho de Relações Exteriores de Nova York
(CFR), que representam as oligarquias britânica e norte-americana, ambos
fundados no início da década de 20.
3) A conhecida Comissão Trilateral, fundada em 1973 por iniciativa da
família Rockefeller, para atrair para os centros decisórios
representantes das elites do Japão, cujo poderio econômico não podia
mais ser ignorado pelos planejadores da oligarquia internacional.
4) Num quarto escalão, temos o Diálogo Interamericano, que discutimos
há pouco. Esta é praticamente a única organização desse tipo que tem
"cucarachos" latino-americanos entre os seus membros. Já vimos
alguns deles.
5) Outras organizações relevantes são os chamados think-tanks, como a
Rand Corporation; o Instituto Hudson, do gordo Herman Kahn - aquele dos
"Grandes Lagos Amazônicos"; o Clube de Roma, criado para
difundir a ideologia dos "limites ao crescimento"; o Instituto
Tavistock de Londres, que é o principal centro de guerra psicológica e
"engenharia social" dessa oligarquia; e as fundações, como a
Ford, Rockefeller, MacArthur e outras, cujo papel já discutimos.
Essa oligarquia exerce um controle direto sobre:
1) O Banco da Inglaterra, o Sistema da Reserva Federal dos EUA, que são
os dois principais "bancos centrais independentes" do mundo, e o
BIS, o Banco de Compensações Internacionais de Basiléia, considerado o
"banco central dos bancos centrais". Vale ressaltar que o Banco
da Inglaterra e a Reserva Federal são entidades privadas controladas por
consórcios de bancos privados; de "Federal", a Reserva só tem
mesmo o nome.
2) As principais organizações do sistema das Nações Unidas: o Fundo
Monetário Internacional, o Banco Mundial, a Organização Mundial de
Comércio, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento etc. Este controle é exercido
em grande medida pela nomeação de pessoal imbuído dos propósitos dessa
oligarquia para os postos-chave das organizações, sejam representantes
diretos ou prepostos especialmente treinados.
3) As principais casas
bancárias, financeiras e seguradoras da Europa e da América do Norte.
4) Uma série de escritórios jurídicos selecionados.
5) Os grandes cartéis de alimentos, matérias-primas e energia.
6) Os grandes cartéis internacionais de mídia.
7) Alguns conglomerados industriais selecionados.
8) E um instrumento importantíssimo: o aparato internacional das ONGs,
cujo papel nessa estratégia hegemônica é cada vez maior.
Finalmente, esses grupos oligárquicos atuam em estreita cooperação com
os serviços de inteligência da Inglaterra e dos EUA.
Como foi que esses grupos efetivaram a "mudança de paradigma
cultural?” Basicamente, pela implementação de diretrizes políticas
que seguiam três linhas de ação:
- a reversão da idéia de progresso como uma "vocação
natural" da Humanidade;
- a supressão da idéia do republicanismo, o conceito do Estado nacional
como responsável pela promoção do bem-estar e do progresso e de que
este objetivo deve ser o cerne da formulação das políticas públicas; e
- a promoção em grande escala do irracionalismo, do individualismo e do
hedonismo.
Fundamentalmente, as diretrizes elaboradas foram as seguintes:
1) O desmantelamento do sistema de Bretton Woods, que abriu caminho para o
que podemos chamar a "financeirização" da economia mundial.
Isto ocorreu a partir de 1971, quando alguns "notáveis" da
oligarquia conseguiram convencer o presidente dos EUA Richard Nixon a
acabar com a paridade entre o dólar e o ouro, o que acabou com as
referências monetárias e o "lastro físico" da economia,
abrindo caminho para as "taxas de câmbio flutuantes", a
desregulamentação do sistema financeiro e a onda de jogatina financeira
especulativa que caracteriza hoje a economia mundial. Para que tenham uma
idéia, de cada 100 dólares de transações monetárias em todo o mundo,
menos de 50 centavos têm relação com o comércio de bens e serviços
que configura a economia real. O resto é pura especulação. Apenas em
derivativos financeiros, que são os instrumentos especulativos mais
delirantes e surrealistas, existem circulando no mundo mais de 300
trilhões de dólares, quando o PIB combinado de todos os países do mundo
mal chega a 40 trilhões de dólares. Algo está errado com essa economia,
não acham?
Essa é a essência da chamada "globalização", a especulação
financeira transformada num fim em si própria, praticamente desvinculada
da economia real à qual deveria servir o sistema financeiro. É o cassino
financeiro global, de que fala o Prêmio Nobel de Economia francês
Maurice Allais. É a supremacia deliberada da especulação sobre a
produção. Para reverter este processo, será preciso a convocação de
uma "nova conferência de Bretton Woods", como propõe o
economista Lyndon LaRouche, apoiado por um número cada vez maior de
personalidades internacionais, com a reformulação do atual sistema
financeiro e monetário mundial e a sua colocação a serviço de um
projeto de reconstrução econômica em escala global, baseado em grandes
programas de infra-estrutura, como a Ponte Terrestre Eurasiática,
encabeçada pelo Governo da China.
2) A promoção da "sociedade pós-industrial", a falaciosa
idéia da supremacia dos serviços sobre a produção física, o mito da
"sociedade da informação", da "Terceira Onda" de
Alvin Toffler. Atualmente, essa é a essência da chamada "Nova
Economia", caracterizada pelas flutuações loucas do índice da
"bolsa eletrônica" Nasdaq, que viraram destaque diário dos
nossos telejornais. Observem uma manifestação desse irracionalismo
econômico, nesta matéria publicada na revista Carta Capital (15/10/97):
"O dinheiro cai do céu. Em tempos de incerteza global, investidores
e empresários utilizam cada vez mais os préstimos da astrologia
financeira."
Imaginem só, astrologia financeira! Pobres dos profissionais que perdem
tempo estudando os múltiplos fatores relevantes para a economia real. E
saibam que sandices como essas não se limitam ao Brasil. Em países como
a Alemanha, muitas empresas também contratam astrólogos como
"consultores".
Outro exemplo é esta notícia do Jornal do Comércio de 5 de março de
1996, que fala na criação dos "bônus-terremoto" pelo banco
Morgan Stanley. "Quem arriscar e comprar um papel com prazo de 10
anos poderá receber o prêmio de volta se, no primeiro período de quatro
anos, o terremoto não acontecer." Foram emitidos 2,8 bilhões de
dólares dessas coisas. O que é isso? Surrealismo puro! Apostas de
cassino! Não tem nada a ver com um processo econômico saudável.
Esses são sintomas de uma economia que perdeu totalmente o contato com a
realidade.
3) A promoção da "contracultura", baseada na disseminação do
uso das drogas entorpecentes, como o LSD, a maconha e, depois, a cocaína,
a heroína e, mais recentemente, o crack; na popularização internacional
do rock, que era uma variedade musical pouco expressiva nos EUA; e na
chamada "revolução sexual". Juntamente com isto, tivemos uma
distorção do conceito de família, que passou a significar a união de
quaisquer pessoas, independentemente do sexo. Imaginem, a possibilidade de
que uma criança tenha "dois pais", ou "duas mães".
Não vejam nisto nenhuma manifestação de intolerância contra
homossexuais, mas admitir que dois deles ou delas possam constituir uma
família normal é uma violação de algo que anda meio fora de moda,
chamado lei natural.
Outra vertente da "contracultura" foi a onda de irracionalismo
conhecida como "Nova Era", baseada na exploração do
misticismo, principalmente envolvendo religiões orientais.
4) Um elemento cada vez mais importante desse processo é a politização
do malthusianismo e de sua variante mais recente, o ambientalismo, que
são talvez os principais responsáveis pela disseminação da percepção
equivocada de que os benefícios da civilização industrial não podem
ser estendidos a todos os povos e países do planeta, devido à
"escassez de recursos naturais" e à "fragilidade" do
meio ambiente. O ambientalismo se presta a uma série de propósitos
antidesenvolvimentistas, sendo o principal deles incutir nas mentes das
pessoas desprevenidas a falsa noção de que o progresso da Civilização
deve subordinar-se a critérios de "proteção da natureza"
definidos muito mais com base em fatores políticos do que científicos. A
grande maioria dos chamados "problemas ambientais" que estão
justificando a implementação de uma série de ações
antidesenvolvimentistas, inclusive tratados internacionais altamente
restritivos dos planos de desenvolvimento da maioria dos países, como o
chamado "buraco" na camada de ozônio ou o aquecimento global,
são fenômenos naturais que ocorrem há milhões de anos sem qualquer
interferência humana.
Um exemplo é o chamado aquecimento global, que está sendo manipulado
para justificar a adoção da chamada Convenção Quadro de Mudanças
Climáticas, que prevê a redução das emissões dos gases provenientes
da queima de combustíveis fósseis, até 2010, aos níveis vigentes em
1990. Como os combustíveis fósseis representam três quartos da
produção mundial de energia, pode-se imaginar o impacto que essa
redução causará nos perfis mundiais de consumo energético e
desenvolvimento econômico, que depende fundamentalmente da
disponibilidade de energia. Pode-se perceber facilmente que o que se
pretende é o que o falecido embaixador João Augusto de Araújo Castro
chamava o "congelamento do poder mundial", ou seja, o
congelamento dos níveis de desenvolvimento do planeta nos níveis atuais,
cujas desigualdade e injustiça social dispensam maiores comentários.
Evidentemente, isso não tem nada a ver com a realidade científica, pois
já houve muitos períodos do passado geológico da Terra, até recente,
dentro da fase de existência da espécie humana, em que a temperatura
atmosférica foi mais alta que a atual, sem que a indústria humana
tivesse qualquer coisa a ver com isto.
A criação do movimento ambientalista internacional foi um dos mais bem
sucedidos resultados desse processo de "engenharia social" das
oligarquias transnacionais, que o controla de alto a baixo, por
intermédio do aparato internacional das ONGs, que elas próprias
financiam e, em muitos casos, criaram.
5) Nenhuma dessas iniciativas teria sido bem sucedida se não fosse pela
instituição de uma série de "reformas educacionais",
igualmente planejada por aqueles grupos hegemônicos, que resultou no
abandono dos currículos de conteúdo clássico e sua substituição por
currículos supostamente "profissionalizantes", principalmente
no ensino médio. Essas "reformas" foram inicialmente planejadas
no âmbito da OCDE, a Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico, foram adotadas nos EUA e daí se espalharam
pelo mundo. O resultado final foram sistemas educacionais que nem formavam
cidadãos com uma visão ampla da sociedade e do mundo, e nem preparavam
profissionais qualificados. E este problema só tende a se agravar se não
houver uma retomada dos currículos clássicos, pois como se pode imaginar
que, com as rápidas mudanças da base científico-tecnológica da
economia que podemos prever para as próximas décadas, como se espera ser
possível formar profissionais para profissões que talvez não existam
mais daqui a 10 anos, ou que ainda não existem hoje? Um currículo
clássico é a única maneira de preparar cidadãos aptos a se beneficiar
de um processo de educação permanente, que parece ser a tendência do
futuro próximo.
Embora, como eu disse, esse erro tenha sido cometido em quase todo o
mundo, a adoção acrítica dessas "reformas" no Brasil, com os
chamados acordos MEC-USAID, foi um dos maiores erros dos governos
militares, cujas conseqüências estamos pagando ainda hoje.
No ano passado, o Movimento de Solidariedade Ibero-americana publicou um
livro chamado A educação clássica para um novo Renascimento, no qual
nós propomos um grande debate em torno desses assuntos.
Aqui, vejamos outra evidência de que não estamos discutindo
"teorias conspiratórias". Na verdade, essa gente é tão segura
de seus propósitos e de sua impunidade que não costuma ocultar as suas
intenções. Vejam o que diz o Dr. Alexander King, fundador do Clube de
Roma e um dos principais idealizadores das "reformas
educacionais", numa entrevista à revista Executive Intelligence
Review de 23 de junho de 1981:
"O Clube de Roma se originou de um sentimento de que o crescimento
pelo crescimento não era uma boa coisa... O que foi discutido foi a
questão da inquietação educacional, a questão da necessidade de
profundas reformas educacionais para tornar a juventude mais sintonizada
com o que estava acontecendo, mais sintonizada com as realidades da
sociedade. As discussões levantaram a questão da destruição ambiental,
a questão da alienação do indivíduo, rejeição da autoridade e outros
temas do gênero. Tudo isso surgiu ao mesmo tempo... Nós inventamos toda
a questão das reformas curriculares, tentando ensinar matemática,
química etc., de novas maneiras. Nós éramos o único grupo que começou
a ver a educação em termos do seu impacto econômico... A grosso modo,
nossa política era a de que deveríamos estar pelo menos cinco anos à
frente do pensamento dos Estados nacionais. Entretanto, nunca deveríamos
parecer estar mais do que dois anos à frente."
Como vêem, a "conspiração" é aberta, como dizia H.G. Wells.
6) Finalmente, temos o planejamento e a instituição de uma série de
estruturas de um "governo mundial", que esses grupos pretendem
colocar no lugar dos Estados nacionais soberanos e suas instituições.
Entre essas estruturas, destaca-se a iniciativa de criação de uma
legislação internacional, em torno de temas de grande impacto
psicológico, como o desarmamento e a não-proliferação de armas de
destruição em massa, o meio ambiente, a proteção dos "direitos
humanos", o combate à corrupção e, mais recentemente, a promoção
da "democracia". Todos devem estar cientes, por exemplo, que o
ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, às vésperas de deixar o
ministério, assinou um convênio com a ONG Transparência Internacional
para que ela fiscalize a lisura de licitações públicas do Governo
brasileiro e das próximas eleições municipais. Ora, essas são
funções precípuas de um Estado nacional soberano, que não tem motivos
para transferi-las a uma entidade supranacional, não-eleita e que não
representa minimamente os interesses da cidadania brasileira. Além disto,
se formos ver quem está por trás dela, encontraremos a mesma máfia que
está por trás do ambientalismo: a Transparência é ligada às redes do
príncipe Philip e o seu pessoal foi recrutado entre ex-funcionários do
Banco Mundial e do FMI. Isto não é "teoria conspiratória".
Aliás, a introdução das ONGs como agentes políticos, em substituição
às instituições do Estado nacional é uma parte fundamental desse
processo. Não nos esqueçamos de que o nosso presidente da República
costuma chamar as ONGs de "organizações neogovernamentais", em
lugar de "não-governamentais". A "convocação" da
Transparência se insere neste contexto. O mesmo acontece com a
participação ativa do Movimento Viva Rio na elaboração da nova
política de segurança do País, a chamada "segurança
cidadã", que alegadamente deve substituir a antiga "segurança
nacional", considerada um conceito ultrapassado dos governos
militares.
Aqui também se insere a falaciosa sugestão de que o fim da Guerra Fria
justificaria um processo amplo de "desmilitarização", de
redução dos efetivos das Forças Armadas da maioria dos países,
principalmente os subdesenvolvidos. Evidentemente, aí não se incluem as
forças da OTAN, que cada vez mais vai assumindo o papel de uma
"gendarmeria internacional" automobilizável, que não responde
nem mesmo ao Conselho de Segurança da ONU, como vimos na recente guerra
contra a Iugoslávia. Ontem, foram a Iugoslávia, o Sudão e o Iraque,
que, aliás, continua sendo alvo de contínuos ataques aéreos por parte
dos EUA e da Inglaterra. Amanhã, talvez o alvo possamos ser nós, sob um
pretexto qualquer - por exemplo, não estarmos protegendo adequadamente a
Floresta Amazônica ou minorias indígenas.
Um mito particularmente pernicioso é o do "fim da História",
que, sintomaticamente, foi criado por um funcionário do Departamento de
Estado dos EUA, Francis Fukuyama (que, aliás, está ficando rico com ele,
pois lhe pagam 20.000 dólares por conferência para propagandear essa
idiotice). Trata-se da tese de que a chamada democracia liberal seria o
ponto final da evolução histórica da Humanidade. Ora, para que alguém
admita isto é preciso ser um completo ignorante em História. A História
jamais acabará enquanto seus agentes, os seres humanos, continuarem
lutando pelo direito ao bem-estar e ao progresso, e ainda estamos muito
longe de proporcionar estes direitos a pelo menos uma maioria
significativa da Humanidade. Portanto, estamos muito distantes de qualquer
"fim da História".
Vamos agora para a parte final dessa nossa conversa, que, aliás, é a
mais importante, pois trata do que fazer frente a desse quadro tenebroso.
A maioria das pessoas, quando começa a analisar o atual cenário mundial,
desanima da possibilidade de se reverter esse quadro de decomposição
civilizatória, pois acha que os "donos do mundo" são muito
poderosos para serem enfrentados com sucesso. Esta é uma falsa
percepção, pois, por mais poderosos que sejam, eles não podem
contrariar as leis universais permanentemente. Isto é o que queria dizer
Abraham Lincoln, quando afirmou que "pode-se enganar todos por algum
tempo e alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar todos por todo o
tempo". Assim, a pergunta relevante não é "se" podemos
reverter essa crise, mas "como" fazê-lo, ou seja, como reverter
a "mudança de paradigma cultural" imposta pelas oligarquias
transnacionais. Isto, porque a inevitável derrocada dos inimigos do
progresso não implica na vitória automática dos defensores da
Civilização; será preciso que estes tenham preparado um plano de ação
para colocar em prática na hora certa.
Os chineses, na sua sabedoria multimilenar, qualificam a idéia de
"crise" com uma combinação de dois ideogramas: um significa
"risco", e o outro, "oportunidade". Portanto, o que
temos que fazer é transformar o risco de uma nova idade de trevas na
oportunidade de um novo Renascimento, que possibilite uma retomada das
expectativas que foram abandonadas anteriormente.
Para concretizar essa oportunidade, será imprescindível a emergência de
uma nova elite, consciente e determinada a retomar, promover e implementar
aqueles princípios civilizatórios abandonados. E quando falo de elite,
não me refiro propriamente aos que têm maior poder econômico ou
político, ou mesmo influência intelectual. Hoje, mais do que nunca, o
cidadão de elite é aquele cujas preocupações e ações transcendem o
seu universo pessoal e familiar, e se dispõe a atuar em prol da
comunidade e até da Humanidade. Ou seja, nós teremos que formar essa
nova elite. Cada um de nós deve tornar-se um apóstolo, ou melhor, um
guerrilheiro em defesa daqueles princípios civilizatórios. Digo
guerrilheiro, porque os inimigos do progresso dificilmente podem ser
enfrentados frente a frente; para isso, geralmente, é preciso empregar
manobras de flanco e ações de guerrilha. Reuniões como essa são
exemplos de ações como as que necessitamos para criar a necessária
conscientização e, quem sabe, também a determinação.
Talvez, o melhor antídoto para essa derrocada civilizatória que estamos
discutindo seja a retomada de um conceito que atualmente anda meio fora de
moda, o de um projeto nacional, considerado obsoleto nestes tempos de
"globalização". Um projeto nacional é exatamente o que
necessitamos para promover e consolidar uma retomada da idéia de
progresso e do princípio republicano, e o Brasil é um dos países que
tem melhores condições para isto, podendo até mesmo influenciar outros
países nesta empreitada.
Um projeto nacional não é uma excrescência ou um exercício acadêmico,
como sugerem alguns "globalistas" deslumbrados. Todos os países
do mundo que atingiram um nível significativo de desenvolvimento o
fizeram com base em projetos nacionais bem definidos e implementados por
suas elites dirigentes.
E como se estrutura um projeto nacional? Independentemente dos seus
detalhes específicos, um projeto nacional se baseia em três diretrizes
fundamentais:
1) Harmonia de interesses entre os setores representativos da sociedade.
2) Igualdade de oportunidades para que todos possam exercer uma verdadeira
cidadania.
3) Solidariedade para com os retardatários do processo. Este é um ponto
crucial, no qual é fatal qualquer concessão a conceitos falaciosos como
o de "excluídos", tão citado pelo nosso presidente para
justificar a sua falta de compromisso com o combate à pobreza e à
miséria no nosso País.
Nesse esforço em prol da Civilização, vale lembrar que nenhuma
contribuição é desimportante. Cada um de nós pode dar uma
contribuição relevante, por menor que possa parecer. Eu sempre gosto de
recordar uma frase do jurista e escritor inglês Edmund Burke, que dizia
que o maior erro foi cometido por aquele que nada fez, pois achava que
apenas podia fazer muito pouco. Ninguém pode saber se um de nós poderá
aportar a contribuição que irá deflagrar o efeito de "massa
crítica" da conscientização necessária.
Antes de encerrar, quero dizer-lhes que nós do Movimento de Solidariedade
Ibero-americana temos estado na linha de frente dessa luta pela
Civilização há algum tempo, e os convidamos a juntar-se a nós. Temos
várias publicações, como um jornal quinzenal e livros, nos quais
apresentamos o contexto estratégico global em suas diversas facetas,
além de propostas concretas para a superação dessa crise. Eu os convido
a conhecê-las e a ajudar-nos nessa luta.
Obrigado a todos.
Doado por pardalmatusca
Menu De
Artigos da Seção Conspirações
DINHEIRO
VINDO DO NADA: Saiba a Verdade Sobre o Sistema Financeiro Mundial
A
VERDADE SOBRE A CHEGADA DO HOMEM À LUA
HIERARQUIA
DOS CONSPIRADORES: O comitê dos 300
OS
MICRO, MICRO, MICRO-CHIPS
- O
QUÃO PEQUENOS
ELES REALMENTE SÃO
Página Principal
|