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"Tempos
estranhos esses em que vivemos hoje, onde jovens e adultos são educados
em escolas de mentiras. E aquele que ousa dizer a verdade é chamado ao
mesmo tempo de lunático e tolo."
Terrorismo Ianque em Alcântara
Ronaldo Schlichting
Texto publicado em A
Nova Democracia
Doado por pardalmatusca
“Eles queriam que desistíssemos do VLS. Respondi que não havia ido
lá para negociar o VLS, mas para começar a negociar lançamentos a
partir de Alcântara com uso de tecnologia americana protegida”
Em julho de 2000, sugeri pela Internet — e foi publicado pelo jornal
eletrônico da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
— uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar e
relatar as sabotagens diretas e indiretas que vinha e vem enfrentando o
Programa Espacial Brasileiro, com o claro propósito de sepultá-lo
definitivamente, para facilitar e justificar a entrega da base
aeroespacial de Alcântara-MA ao controle internacional.
A sabotagem direta, praticada pelo Pentágono e seus soldados “brasileiros”
da coluna do general Mola, hoje não passa de um “Segredo de
Polichinelo”.
Mera coincidência, o embaixador do Brasil nos EUA, grande articulador e
um dos ferrenhos defensores do “Acordo Sardenberg-USA”, no dia 11 de
setembro de 2001 tinha um almoço agendado no Pentágono. Só não
compareceu ao encontro por que um “avião” havia explodido por lá
pela manhã (Fonte: Folha de São Paulo).
Porém, a sabotagem indireta é o ataque silencioso e perverso que o
Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, nos
últimos 20 anos.
Este é o pior tipo de agressão que uma nação pode sofrer, porque se
trata da agressão generalizada e institucionalizada através da lei
orçamentária, de medidas provisórias, de portarias ministeriais, de
emendas à Constituição, de tratados e “acordos” internacionais
espúrios, etc.
A princípio, não existem forças armadas no mundo que possam defender
seus territórios contra este tipo de ataque, porque ele vem de dentro,
através da quinta coluna cooptada pelo agressor nas fileiras do
próprio Estado.
Prova disso:
•Aeromóvel: pérola da genuína tecnologia brasileira para o
transporte coletivo urbano elevado, movido a ar e desenvolvido no Rio
Grande do Sul pela Coester S/A na década de 80: destruído 1.
• Tanque de combate Osório: destruído 2.
• Engesa S/A: destruída 3.
•Bomba atômica: desintegrada 4.
•Submarino nuclear: em fase final de destruição 5.
•Embraer/Militar: semidestruída 6.
•Veículo Lançador de Satélite da Força Aérea Brasileira (VLS):
sob intenso ataque e agora com 21 brasileiros mortos.
•Petrobrás: sob intenso ataque.
•Telecomunicação: totalmente nas mãos do agressor.
•Energia elétrica: ainda sobram Itaipu, Copel e Furnas, mas sob
ataque.
•Produção de nitrocelulose: destruída. Se o Brasil entrar em guerra
com a França (de onde compra a pólvora), não vai dispor desse
material para lutar.
•Sistema de Saúde: em ruínas, com milhares de mortos.
•Sistema educacional: em ruínas, com milhões de analfabetos e
pseudo-alfabetizados.
•Embrapa: em ruínas.
• Forças armadas: em ruínas.
•Fontes de água potável: sob ataque constante.
• Nióbio: saqueado e contrabandeado diuturnamente.
Face ao covarde e criminoso ataque terrorista perpetrado contra o Brasil
às suas Forças Armadas e a 21 cidadãos civis no dia 22 de agosto de
2003 na base aeroespacial de Alcântara, urge a instalação de uma
comissão de investigação séria, patriótica e com seus constituintes
escolhidos a dedo — excluindo dela os já conhecidos “internacionalistas”
que fazem parte da “escola do Sr. Ronaldo Sardenberg” — para que,
ao menos desta vez, em nome das vítimas, a verdade prevaleça.
Para isso, o trabalho tem que ser iniciado pelo “ponto zero”, ou no
mínimo o mais próximo dele possível.
Assim, forneceremos aqui algumas pistas que deveriam ser investigadas,
não só por alguma comissão ou comissões que venham a ser
estabelecidas, mas também pelo Ministério Público Federal.
1985 — O governo brasileiro pede a presença norte-americana em toda a
Amazônia por intermédio da Administração Nacional de Aeronáutica e
Espaço Aéreo dos EUA (Nasa), através do LBA (The Large Scale
Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia), inclusive com a
instalação de uma estação transmissora e receptora em Alcântara.
1986 — Correu a notícia de que em fevereiro, um grupo armado invadiu
as instalações do CTA (Centro Tecnológico de Aeronáutica), de onde
subtraiu informações sobre o VLS. Após este ato, ao ser surpreendido,
o grupo fugiu trocando tiros com a segurança do Centro.
1989 — O brigadeiro Paulo Roberto Camarinha declarou para a Folha de
São Paulo: “Nem em 2089 o satélite sai”.
Nesta época, já vinham à tona os primeiros nomes dos inimigos
declarados da Missão Completa Espacial Brasileira, que tramavam nos
bastidores a contratação para lançamento do primeiro satélite
brasileiro, o SSR 1, em um vôo experimental de um foguete
norte-americano, o Pegasus, da Orbiter, em detrimento do VLS, cujo
desenvolvimento já estava atrasado por falta de verbas e pelo boicote
internacional ao programa.
1991 — Por “pressão” do governo norte-americano, Fernando Collor
rejeita excelente oferta russa de transferência total de tecnologia
espacial para o Brasil, através da Elebra, e fecha negócio com a
Orbiter americana, desviando assim US$ 18 milhões do programa para o
desenvolvimento do VLS (fonte: revista Veja e Folha de São Paulo)
1993 — Lançado o primeiro satélite brasileiro por um foguete Pegasus
norte-americano.
1995 — O governo de FHC submete o Brasil ao MTCR (Regime de Controle
de Tecnologia de Mísseis) por imposição de Washington.
1994 — O governo dos Estados Unidos da América confisca os primeiros
vasos dos motores do VLS que tinham sido enviados para lá, a fim de se
submeterem a um tratamento térmico em uma siderúrgica ianque. Neste
caso o “tiro saiu pela culatra” porque, em função da
arbitrariedade do Tio Sam, o CTA descobriu que a Villares S/A poderia
fazer aqui o mesmo serviço e assim é feito até hoje (esta
informação foi confirmada por Gylvan Meira Filho, o primeiro
Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), por e-mail).
1994 — Durante os primeiros testes dos motores S-43 do VLS em São
José dos Campos houve uma explosão, investigada pelo Serviço de
Inteligência da Aeronáutica, foi classificada como sabotagem (fonte:
Internet).
1995 — Fernando Henrique Cardoso cria a AEB por determinação de
Washington (fonte: Folha de São Paulo) e nomeia como seu presidente
Gylvan Meira Filho, homem com fortes ligações com a Nasa (fonte:
Spacenews).
1997 — Através da AEB, o Brasil assina contrato com a Nasa para
participar da construção da Estação Espacial Internacional
Americana, por intermédio do qual administração Cardoso desviou mais
US$ 150 milhões do seu programa espacial próprio.
1997 — O primeiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites
brasileiro foi lançado pela Força Aérea da Base Aeroespacial de
Alcântara, as 09:25 horas do dia 2 de novembro de 1997, para colocar em
órbita o satélite de sensoriamento remoto do INPE com (N) dias de
atraso, sem a presença do presidente da República, Cardoso, ou alguns
de seus ministros.
O primeiro estágio, composto por quatro motores-foguete S-43 da FAB, de
combustível sólido, acoplados simetricamente ao redor do motor do
segundo estágio, idêntico aos quatro primeiros, foi acionado com
parcial sucesso, porque o motor-foguete D inexplicavelmente não
acendeu. Por isso, 29 segundos após decolar da mesa de lançamento, e
não suportando a crescente carga dinâmica provocada pelo grande
ângulo de ataque se auto-destruiu a uma altitude de 3.250 metros, a uma
velocidade de (X) quilômetros por hora 7 , voando no rumo (X) e a uma
distância de (X) quilômetros da rampa de lançamento. A parte superior
do veículo foi tele-destruída 65 segundos após a decolagem e caiu no
mar a uma distância de 1.920 metros da mesa de lançamento.
João Stainer, astrofísico e funcionário do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que foi o indicado pelo
governo como especialista oficial para descrever e dar detalhes sobre o
lançamento para a TV Clora, que transmitia ao vivo para todo o Brasil
(quando na verdade deveria ter sido designado um oficial da
Aeronáutica, destacado no IAE ou CTA), já demonstrava cabalmente em
suas palavras quais eram as verdadeiras intenções de Cardoso para com
o futuro da Base de Alcântara e do Programa Espacial Brasileiro ao
dizer, sorrindo, minutos apos a explosão do VLS: “(...) o problema
não foi com a Base, foi com o foguete. Foi com um motor do primeiro
estágio do foguete e não com a Base. E a Base tem uma perspectiva
muito grande para se tornar uma Base, um Espaçoporto Internacional,
onde muitos países poderiam se beneficiar lançando os foguetes...”
O diretor-Geral do DEPED (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da
Aeronáutica), tenente-Brigadeiro-do-Ar José Marconi de Almeida Santos,
constituiu uma Comissão de Investigação para, no prazo de trinta
dias, realizar uma análise das causas do acidente.
Conclusão: “Dos dados levantados e dos ensaios realizados com
componentes similares aos utilizados na rede pirotécnica de ignição
do VLS1-PT01, pode-se afirmar que o motivo do não acendimento do
motor-foguete D foi a dupla falha na transmissão da ordem pirotécnica,
entre os detonadores e os reforçadores do Dispositivo Mecânico de
Segurança (DMS).”
Como podemos constatar, o documento em questão só demonstra o óbvio,
sem apresentar suas causas e os seus responsáveis. O relatório
contempla muito pouco a atuação e a responsabilidade do fator humano
pela causa da “falha”.
Análise da Falha do DMS: “Os aspectos essenciais do DMS são o
alinhamento e o espaçamento induzidos nas duas interfaces pirotécnicas
em seu interior. No rotor do DMS se alojam duas cargas pirotécnicas
denominadas reforçadores que, na posição ‘armado’, devem ficar
alinhados com os detonadores de um lado e com os Estopins Detonantes
Confinados (EDC) do outro. A verificação do alinhamento é feita por
pessoal experiente e conferida por inspetor também experiente.”
(Fonte: IAE/CTA). Face a tantas contradições quem realmente pode nos
garantir que o rotor do DMS do motor D foi corretamente alinhado ou, se,
até, na última hora, desalinhado intencionalmente? Outra informação
intrigante e a de que o perfeito funcionamento do ejetor não garante o
acendimento do combustível do motor.
1999 — A Gazeta Mercantil de setembro e a Galileu de outubro trazem
graves denúncias contra o governo Cardoso e seu ministro da C&T
(Ciência e Tecnologia), hoje embaixador do Brasil na Organização das
Nações Unidas (ONU), Ronaldo Sardenberg, por suas ações contra o
Programa Espacial Brasileiro. O primeiro demonstra cabalmente os
artifícios usados para a demolição das equipes tecno-científicas do
IAE/CTA e o segundo afirma: “As potências do Primeiro Mundo boicotam,
o governo desdenha e corta verbas, mas eles não desistem. Esperamos que
vençam pela teimosia.”
1999 — O segundo protótipo do VLS 01 foi lançado pela Forca Aérea
Brasileira da Base Aeroespacial de Alcântara sem a presença do
presidente da República ou alguns de seus ministros, às 16:39 horas do
dia 11 de dezembro de 1999, para colocar em órbita o satélite de
aplicações cientificas, SACI 2 do INPE, com (N) dias de atraso. O
primeiro estágio, composto por quatro motores-foguete S-43 da FAB, de
combustível sólido, acoplados simetricamente ao redor do motor do
segundo estágio, idêntico aos quatro primeiros, foi acionado com
sucesso e funcionou perfeitamente por 55,4 segundos, quando o motor do
segundo estágio foi aceso por ordem do computador de bordo. Porém, 5
décimos de segundo após a sua ignição, explodiu a uma altitude de
(X) mil metros, a uma velocidade de (X) quilômetros por hora, voando no
rumo (X), e a uma distância de (X) quilômetros da rampa de
lançamento.
A explosão de 7 toneladas de combustível sólido desacoplou
intempestivamente o conjunto formado pelo motor do terceiro estágio da
baia de equipamentos, do quarto estágio e da coifa com o satélite do
resto do foguete. Entretanto, a forte explosão não causou danos ao
conjunto superior, que continuou voando sem propulsão e controle em uma
trajetória balística até aos 119 segundos, quando o computador de
bordo comandou a ignição do motor do terceiro estágio, a uma altitude
de (Y) mil metros, a uma velocidade de (Y) quilômetros por hora, voando
no rumo (Y), numa atitude ligeiramente picada de (Y) graus, e a uma
distância de (Y) quilômetros da rampa de lançamento.
O terceiro estágio funcionou em condições normais pelo tempo
previsto, seguindo uma trajetória anômala, mas dentro de uma área que
não infringia a segurança, até aos 189 segundos, conforme o Instituto
de Aeronáutica e Espaço (IAE), e até aos 200 segundos, de acordo com
a Agência Espacial Brasileira, a uma altitude de (Z) mil metros, a uma
velocidade de (Z) quilômetros por hora, voando no rumo (Z), numa
atitude de (Z) graus, e a uma distância de (Z) quilômetros da rampa de
lançamento. A equipe de segurança de vôo comandou a teledestruição
do quarto estágio ao notar que a trajetória seguida pelo conjunto
estava se deslocando para fora da área de segurança. O ponto de
impacto dos destroços do satélite, assim como os restos do conjunto,
se deram a (H) quilômetros da rampa de lançamento no Oceano
Atlântico, a (H) graus de latitude, e a (H) graus de longitude, (H)
segundos após o lançamento. São 19 incógnitas que o governo,
através da AEB, se recusa a responder.
Após a explosão do segundo VLS em 11/12/99, que colocaria em órbita o
satélite SACI 2, passei a acompanhar pela Internet e pela imprensa os
seus desdobramentos. A partir daí, percebi que as notícias divulgadas
eram contraditórias com os fatos e com as declarações dos
responsáveis pelo lançamento. Por isso, passei a investigar o assunto,
questionando os diversos órgãos envolvidos, até que recebi um e-mail
de um integrante de um dos órgãos envolvidos na questão que diz: “(...)
infelizmente, não posso divulgar outras informações além das que
estão disponíveis na Internet, as quais foram cuidadosamente
elaboradas e abalizadas antes de serem postas no ar. (...) se nós
expormos as verdadeiras razões acabamos por ir frontalmente contra o
governo (...)”
Em princípio, quais eram essas contradições? No dia do lançamento, o
Brigadeiro Tiago da Silva Ribeiro, então diretor do CTA, disse para
todos os canais de TV que cobriam o evento: “o VLS foi tele-destruído
aos 3 minutos e 20 segundos de vôo porque o motor do segundo estágio
não acendeu.” A AEB, pela Internet, (www.agespacial.gov.br) confirmou
essa informação. Em seguida, a própria AEB, ainda mantendo a primeira
versão do fato, divulgava que o segundo estágio do VLS explodiu aos 56
segundos de vôo, mas o foguete continuou voando normalmente até ser
tele-destruído aos 200 segundos.
Sete toneladas de combustível sólido explodem e o foguete continua
voando normalmente? Como? As imagens apresentadas na época pela TV como
a da tele-destruição do terceiro estágio, eram, na verdade, a da
suposta explosão do segundo estágio e não mostram o característico
“chuveiro” (formado por milhares de pequenos pedaços de propelente
queimando) quando da detonação de motores que queimam combustível
sólido.
Entre o fato de o motor não acender e explodir, existe uma grande
diferença, mesmo para um leigo. Passei essas indagações para a SBPC,
que as publicou no seu jornal eletrônico em 4 de julho de 2000, com o
título: Agência Espacial Brasileira divulga falso relatório sobre a
falha do VLS. Após essa publicação, o brigadeiro Tiago e o Coronel
Aviador Mozart M. Louzada Jr., até então Diretor do Instituto de
Aeronáutica e Espaço, alertados pela empresa Brazsat Commercial Space
Services (www.brazsat.com) sobre a denúncia, convidam-me para uma
visita ao CTA e ao IAE, onde dariam todas explicações necessárias. O
coronel Louzada, por sua vez, ainda prometeu me enviar um e-mail
respondendo item por item todos os meus justos questionamentos.
O que provocou toda essa reação? Por que um cidadão leigo no assunto
e totalmente desconhecido recebeu tanta atenção? A Braz-sat, por sua
vez, através de seu presidente João Vaz, (jvaz@airwaysintl.com)
convidou-me para assistir em 08/09/00, como convidado VIP, o lançamento
da nave Atlantis em Cabo Canaveral. Por quê? O coronel Louzada cumpriu
o que prometeu. Enviou as respostas às minhas perguntas, mas as
contradições só aumentaram, o que chamou ainda mais a minha
atenção. Segundo o coronel, “o vôo não pôde prosseguir, pois o
motor do segundo estágio não acendeu (ele teve o início de
acendimento, mas apagou-se em seguida, quase que imediatamente)”.
Neste ponto a explicação virou num mar de contradições. O coronel
disse também que os técnicos do CLA recuperaram parte do envelope do
motor do terceiro estágio. Como? Pois se os fatos aconteceram conforme
descrevem os relatórios, os seus destroços devem ter caído entre 60 a
130 km da costa. O coronel ainda informou que as fitas de vídeo, sem
cortes, com a sequência do vôo que solicitei ao IAE não precisariam
ser fornecidas, já que as imagens divulgadas pelas TVs comerciais eram
semelhantes às gravadas pelo CLA, porque eles também não dispunham de
câmaras de altíssima resolução como as da NASA para registrar o
vôo. Entretanto, no relatório elaborado pela Comissão que investigou
a falha, está escrito que foram feitas imagens com câmeras de
altíssima velocidade. Se foram investidos R$ 1,6 bilhões no programa,
iriam deixar de comprar pelo menos uma câmera especial para registrar
opticamente os vôos?
A descrição oficial da causa da falha apresentada pela Comissão de
Investigação não é conclusiva. A hipótese da sub-câmara
confederada, a mais provável, tal como está descrita no Relatório,
não é lógica, e chega a ser infantil. Considera a possibilidade de
ter existido dentro da câmara de combustão do motor do segundo
estágio uma pequena zona com pressão muito superior à prevista para
todo o resto do mesmo vaso, provocando a sua ruptura naquele ponto. A
hipótese, que também consta do relatório oficial diz: “Os sistemas
de destruição do veículo (teledestruição ou autodestruição) foram
acionados intencional ou intempestivamente.”
Tendo em vista todas essas absurdas contradições, podemos formular
outra hipótese: os sistemas de destruição foram acionados
intencionalmente por um sinal transmitido aos 55,9 segundos de vôo por
alguém fora do centro de lançamento de Alcântara.
Em 24 de fevereiro de 2002, o Deputado Helio Costa (PMDB-MG) deu uma
entrevista à rádio CBN, onde falou sobre a presença de um navio
norte-americano, tipo Pueblo, navegando na costa do Maranhão em 11 de
dezembro de 1999, que também estava rastreando o lançamento do VLS. O
segundo estágio do VLS pode ter sido teledestruido por um sinal enviado
por esse navio.
Prova disso:
1. Palavras do Ministro Ronaldo Sardenberg para a revista Veja na sua
edição de 12 de setembro de 2001: “Sabe qual era a posição inicial
dos EUA? Eles queriam que desistíssemos do VLS. Respondi que não havia
ido lá para negociar o VLS, mas para começar a negociar lançamentos a
partir de Alcântara com uso de tecnologia americana protegida. E
conseguimos.”
2. Palestra do brigadeiro Reginaldo dos Santos para o Grupo Guararapes e
seus convidados em 23 de Janeiro de 2002, na cidade de Fortaleza: “Os
americanos queriam que nós desistíssemos do VLS para eles assinarem o
Acordo de Salvaguardas Tecnológicas.”
3. Palavras de Jose Monserrat Filho, vice-presidente da Sociedade
Brasileira de Direito Espacial, na página da AEB: “Washington nunca
engoliu a idéia de que o Brasil pudesse desenvolver o foguete VLS.”
4. Havia também uma câmara de TV acoplada na parte externa superior do
VLS apontada para baixo, filmando e transmitindo em tempo real o
funcionamento dos motores do primeiro estágio e, portanto, deve ter
registrado a explosão do segundo estágio assim que ela ocorreu.
Então, porque afirmar, intempestivamente, num primeiro momento que o
motor não acendeu?
5. O terceiro estágio foi teledestruido aos 200 segundos de vôo, de
acordo com a AEB, e aos 189 segundos, conforme o IAE. Porque esta
diferença de 11 segundos entre um e outro informante?
6. O relatório do coronel Louzada comenta: “Vale ressaltar que
recebemos vários comentários de outras agências externas ao Brasil,
confirmando os resultados apresentados.” Que outras agências são
essas? Como tiveram acesso às informações do CLA para análise da
falha? Através da AEB? Quem são estes estrangeiros bonzinhos?
A revista Galileu nº 99 (outubro de 1999) já publicava: Suzel Tunes
relata as dificuldades e a abnegação dos cientistas de nosso programa
espacial em sua luta para colocar nos ares o foguete brasileiro.
“As potências do Primeiro Mundo boicotam, o governo desdenha e corta
verbas, mas eles não desistem. Esperamos que vençam pela teimosia”,
disse Ronaldo Sardenberg. Se as potências do Primeiro Mundo boicotam o
programa, como elas aparecem agora interessadas em salvá-lo?
Não é preciso ser um especialista para concluir que alguma coisa está
errada. O Diretor-Geral do DEPED, Tenente-Brigadeiro-do-Ar José Marconi
de Almeida Santos, constituiu uma Comissão para, no prazo de trinta
dias, proceder à investigação do insucesso no vôo do VLS-1 V02.
Conclusão Oficial: “A ocorrência de penetração de chama na
interface do propelente com a proteção térmica, na região do domo
dianteiro do motor-foguete, foi, mais provavelmente, a causa de sua
explosão e insucesso da missão de colocação em órbita do Satélite
Saci 2 do INPE” (Fonte: IAE/CTA).
Mais uma vez, foi apresentada uma “conclusão inconclusiva” sem
indicar responsabilidade. Os membro indicados para compor essa última
são praticamente os mesmos que integraram a “Comissão” que
investigou a primeira falha.
Curiosidades: O Dr. Múcio Dias, ex-presidente da AEB, fez parte das
duas Comissões citadas anteriormente e o Dr. Jorge Bevilaqua, atual
presidente da AEB, compôs a última. Será que também vão fazer parte
da terceira?
2000 – Brasília, 18 de abril. Na calada da noite, quatro meses após
a explosão do segundo VLS, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo
Sardenbeg, assina o “Acordo de Salvaguardas Tecnológicas”, que
passa o controle da base aeroespacial de Alcântara aos ianques.
2002 – Dezembro: Gylvan Meira Filho, logo após ser exonerado da
presidência da Agência Espacial Brasileira, foi condecorado pela Nasa
pelos bons serviços prestados para aquela agência estrangeira (Folha
on-line).
2002 - A nova guerra total (Correio Braziliense, em 22 de julho): “(...)
general Charles E. Wilhelm, do Comando de Forças Conjuntas dos EUA,
disse no Centro de Informações para Defesa, que a estratégia de
guerra de seu país autoriza ‘a realização de Operações Decisivas
Rápidas (RDO), na área psicológica, econômica e cibernética’.
Nessa, admite ‘invadir computadores inimigos para impedir lançamento
de mísseis e proteger interesses americanos’.”
2003 – Janeiro: o governo dos Estados Unidos apresenta uma nova arma
ao mundo: “a bomba de microondas”. Trata-se de um artefato, a ser
operado de aviões, mísseis cruzeiro, navios, satélites, etc., que
emite um potente pulso eletromagnético orientado que, em princípio,
interfere e destrói todo tipo de equipamento eletrônico em foguetes,
radares, aviões, navios, satélites, etc. para o qual é apontado.
2003 - 22 de agosto: o terceiro protótipo do VLS 01 não foi lançado
pela Forca Aérea Brasileira da Base Aeroespacial de Alcântara, porque
às 13:30 horas o motor S-43-A do primeiro estágio, de combustível
sólido, foi acionado intempestivamente com o VLS ainda dentro do hangar
de integração sendo preparado para a decolagem, que deveria acontecer
no dia 25. Trágica e covarde sabotagem: 21 brasileiros assassinados.
Alcântara, não ceder para não perder.
1 Seu inventor foi o técnico em aeronáutica Oscar Coester. Uma
primeira linha piloto foi instalada em Porto Alegre, onde demonstrou
durante anos todas as suas potencialidades. O Ministro Tarso Genro,
então prefeito, garantiu em entrevista à TV Globo, que em função das
suas excepcionais características, iria concluir o primeiro trecho
operacional do sistema. Não concluiu. Com a palavra o Ministro.
2 Tanque pesando 41 toneladas, desenvolvido na década de 80 pela Engesa
S/A para suprir o Exército Brasileiro e o da Arábia Saudita através
de uma concorrência internacional. Disputou com o “Abraham”
americano, o tanque francês e o inglês. Venceu a todos. Chegou a ponto
de ir desencalhar um “Abraham” no deserto saudita. Ganhou, mas não
levou. O governo americano impôs que a Arábia Saudita comprasse o seu
tanque. O governo brasileiro fingiu ignorar o caso.
3 Como a Engesa tinha apostado todas as suas fichas no desenvolvimento
do Osório, cuja venda para a Arábia era tida como certa, contraiu uma
divida de US$ 53 milhões. Os sauditas “puxaram o tapete” e Fernando
Collor deu a “cama de gato”, não encomendando nenhuma unidade para
as nossas Forças Armadas. Assim, a Engesa desapareceu. Recentemente, os
dois últimos exemplares, que faziam parte da massa falida da Engesa,
depois de uma campanha cívica, foram incorporados ao Exercito Nacional.
4 Fernando Collor, logo que assumiu o governo, foi com José Goldenberg,
seu assessor de Ciência e Tecnologia, até a área militar de Cachimbo
onde, em frente às câmeras de TV, mandou cimentar os poços com 600
metros de profundidade, que serviriam de local de teste para os
primeiros artefatos nucleares brasileiros.
5 Projeto da Marinha do Brasil, muito maior, sofisticado e importante
que o do VLS. Parado totalmente por corte de verbas. A tecnologia do
ciclo completo para a produção de urânio 235 enriquecido foi
dominada. A metalurgia para o reator também, que já está em fase
final de construção. US$ 1 bilhão já foram investidos no projeto —menos
do que o Cacciola levou de uma só vez para a Itália com auxilio do BC.
Previsão oficial para a conclusão do submarino: 2017.
6 O governo norte-americano está subsidiando a construção da nova
fabrica da Embraer, em Jacksonville, Flórida.
7 Não forneceram dados.
*Ronaldo Schlichting é administrador de empresas
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Nota: Jackson
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